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segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Resenha: O Burnout / Sophie Kinsella

Sophie Kinsella é a rainha das comédias românticas, pegar um de seus livros é ter a certeza de que você vai se identificar em algum aspecto com a personagem principal, vai rir demais com situações muito inusitadas e também vai ficar com o coração quentinho com o romance, ‘O Burnout’ tem tudo isso e se tornou um dos meus favoritos da Sophie.   

Burnout é um tema que está em discussão nos ambientes de trabalho, segundo o google a definição é: “um fenômeno exclusivamente ocupacional, resultante do estresse crônico no trabalho que não foi adequadamente gerenciado”. E a Sasha está passando por essa situação, mas ainda não percebeu. A vida dela é o trabalho. Ela vive apenas para trabalhar, se afastou dos amigos, o último relacionamento que teve não deu certo e faz tempo que ela não tem interesse em ter outro, além de ter zero tesão, ela nem lembra que isso existe. Se alimenta mal e está muito sobrecarregada no trabalho.  

Ela trabalha em uma empresa que, em tese, era o seu sonho, mas a realidade é que é um pesadelo. Não tem funcionários suficiente, ela trabalha muito além do que deveria, sua caixa de e-mails é um caos e parece que ninguém se comunica corretamente, seu chefe direto não se importa com as demandas e quando ela comunica algum problema pedem que ela escreva no mural online ou participe de algum problema de bem-estar, que só vai fazer com que ela perca tempo, já que tem milhares de demandas com prazos e se ela não fizer ninguém vai e só de escrever tudo isso já fiquei ansiosa por ela.

“- Não sei. Sou bem avessa a riscos. Se tem uma coisa que não quero mesmo é fracassar.

- Então você acha melhor viver pela metade do que correr o risco de fracassar?”

A cereja no topo do bolo para que Sasha exploda foi descobrir por e-mail que uma pessoa pediu demissão, e assim ela teria ainda mais demanda. Sasha tem uma crise que envolve fugir para um convento, acredite se quiser e ainda bater de cara com uma parede, numa sequência que faz a gente rir, mesmo sendo super tenso.

A Sophie conseguiu explorar esse problema de saúde de uma forma muito leve, todo mundo sabe que é um perigo e que pode fazer com que a pessoa tenha crises e problemas de saúde gravíssimos e a Sophie deixa esse alerta nos mostrando os caminhos que podem nos levar a doença e para que fiquemos atentos aos nossos limites, que são necessários.

Bem, depois de todo um caos, a Sasha resolve viajar para a praia, um lugar que ela frequentava quando criança e além disso seguir passos de um aplicativo de bem-estar. E começamos a segunda parte do livro que envolve situações muito muito engraçadas, me diverti demais. Não vou dar spoilers, mas a maioria das situações que ocorrem na praia, desde o hotel onde ela se hospeda até ela tentando seguir os passos do aplicativo (que envolvem agachamentos, yoga e suco verde), são todos bons demais e a gente vai percebendo que ela está se reconectando consigo mesma. 

E por fim, quando um hóspede, Finn, chega ao mesmo hotel e eles tem que dividir a praia, a princípio os dois viram inimigos, parecem que são completamente opostos, mas aos poucos vão se entendendo e percebem que podem ter muito mais em comum do que imaginavam. 

A praia ainda guarda mistérios, envolvendo mensagens enigmáticas escritas na areia e também uma obra de arte, o passado da Sasha e do Finn se conecta sem que eles pudessem imaginar e eles percebem que ser o que precisam um para o outro, mas será que a vida fora da praia vai permitir essa conexão? 

Um professor de surfe, muito experiente, que é um personagem bem relevante no livro tem o seguinte lema: “o lance é viver o momento”, é essa é a maior lição desse livro. 

“Quer saber por que você levou um caldo?

- Quero. Me diz. Por quê?

- Porque você tentou. Você tentou, minha querida. E isso te coloca acima da maioria das pessoas. Acredite em si mesma. Você vai conseguir.”

 

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Resenha: Mas tem que ser mesmo para sempre? / Sophie Kinsella


Sophie Kinsella é a rainha das comédias românticas é uma delícia sorrir com cada loucura de suas personagens e pensar algumas vezes: ‘eu faria o mesmo’ e outras ‘sua louca, não faz isso, vai dar treta!’. Em ‘Mas tem que ser mesmo para sempre’, temos uma heroína diferente, ela já conquistou seu ‘final feliz’: marido perfeito, emprego dos sonhos, duas filhas lindas, mas será que é tudo assim tão perfeito e feliz que ela poderia viver assim pelo resto de sua vida?

A primeira coisa que eu preciso dizer é, por que um título tão grande Record? O livro em inglês é ‘Surprise Me’, algo como Me surpreenda, tudo bem que essa tradução literal faria com que as pessoas pudessem pensar que fosse um livro com uma pegada mais caliente, mas o título escolhido ficou enorme, até pra indicar é ruim e não condiz muito com a história também, na minha opinião erraram nessa escolha.

O pontapé inicial da história ocorre quando o casal perfeito Sylvie e Dan decidem fazer uma consulta médica de rotina, digo casal perfeito porque eles dividem tudo, são super intuitivos, chegando ao nível de não precisar nem finalizar uma frase porque o outro já entendeu e já a completou, ele formam uma dupla imbatível, bem era isso que Sylvie pensava.

Na consulta eles descobrem que estão muito bem de saúde, que viverão até ou mais que 100 anos, esta fala do médico os deixa atônitos, começam a fazer contas e a pensar que terão mais de 60 anos de casados, e que a rotina deles não era assim tão perfeita, como viveriam aquela mesma rotina pelos próximos 60 anos de suas vidas?

Sylvie tem então a brilhante ideia de ambos surpreenderem um ao outro, fazerem coisas inusitadas para que saiam da rotina e todos esses anos não sejam um fardo. Bem, só que isso não dá muito certo, por exemplo, Dan tem a ideia de criar uma cobra de estimação, Sylvie compra o café da manhã especial de um hotel com pratos de diferentes países, resultado: ninguém consegue comer nada daquela refeição caríssima e isso é apenas o começo.

Além disso, as coisas no trabalho de Sylvie estão indo de mal a pior, ela trabalha em uma instituição de caridade, a Willoughby House, mantida pela família Kendrick, eles tem uma grande coleção de objetos de valores inestimáveis e sobrevivem com doações, o que Sylvie não poderia imaginar é que as contas da instituição não fecham já faz um tempo e o casarão antigo e bem localizado poderá ir a baixo para a construção de um condomínio.

A cada nova surpresa do projeto de Sylvie, ela vai percebendo que não conhece de verdade o seu marido, ele esconde segredos e quando uma antiga namorada dele revive das cinzas, ela vê todo o seu mundo perfeito desmoronar, mas o que ela não sabia era que estourar essa bolha da perfeição irá mudar sua vida para sempre e fazer com que cem anos sejam até pouco tempo para se viver.

Tem uma frase no livro ‘Vincit qui se vincit’ (Vence quem se vence) e acho que todo mundo deveria adotar esse lema em suas próprias vidas, nós podemos ser nossos próprios pesadelos ou sonhos, se a gente se vence todo dia, nem que seja em coisas bem pequenas a vida faz mais sentido, nada melhor do que vencer a si mesmo e se surpreender com o que você é capaz de fazer.


domingo, 20 de agosto de 2017

Resenha da semana: Minha vida não tão perfeita / Sophie Kinsella

Você já reclamou da sua vida alguma vez? Já invejou a vida de alguém só por causa das fotos do instagram? Mas você está fazendo alguma coisa pra ter sua vida dos sonhos, ou só está preocupado com o seu próximo stories? Sophie Kinsella mais uma vez cria uma história que nos arranca risadas e que também nos faz refletir.

Katie Brenner está vivendo sua vida dos sonhos, saiu do interior, está morando em Londres, criou um novo apelido que é a cara de sua vida: Cat. Ela tem um emprego numa empresa super conceituada na sua área de branding (uma espécie de marketing) e um instagram de dar inveja a qualquer um, tudo certo não é mesmo? #sqn

A verdade é que ela mora super longe do trabalho, em um apartamento compartilhado, tem que acordar mega cedo, pegar várias conexões do metro, isso somado a uma bela caminhada, mas tudo bem se ela está fazendo o que gosta, certo? A verdade é que o seu emprego dos sonhos é um verdadeiro desastre.

Ela é subaproveitada, faz um pouco mais que um estagiário, nunca tem nenhuma real oportunidade de mostrar seus talentos e o pior tem uma chefe que é ao mesmo tempo, sua inspiração e o motivo de seu ódio constante, Demeter (a chefe) tem tudo:  o emprego, a casa, o marido, os filhos etc etc, tudo aquilo que qualquer um de nós sonha, e ela não cansa de se exibir: tem um novo restaurante na esquina, a Demeter já foi lá antes da inauguração, um novo lançamento literário, a Demeter já leu uma prova antes dele ser publicado e por ai vai, ela nunca gosta de ficar pra trás, mas uma coisa é um fato: ela é muito boa no que faz. Katie, ou melhor Cat, a vê como uma espécie de meta, tenta sempre aprender o máximo possível com a chefe.

Até que um dia, Demeter chama Katie em sua sala, Katie acredita que seria a oportunidade de mostrar seu valor, ela só não podia imaginar que seria para, pasmem, pintar o cabelo da bendita chefe, mas durante esse sofrido trabalho, Katie consegue descolar duas coisas: um livro emprestado e uma vaga numa importante reunião. Nesta reunião, Katie consegue dar algumas ideias e pensa que finalmente terá ser valor reconhecido.

Bem, alguns dias depois, quando Katie pega o mesmo elevador da chefe, esta dá a fatídica notícia de que Katie está demitida e mais Demeter achou que já tinha demitido Katie anteriormente, vamos combinar que Demeter não é um exemplo de organização, ela sempre está meio avoada, perde e-mails, troca o dia de reuniões, mas ela pode, já que é a chefe.

A demissão tira a já complicada vida da Katie dos eixos, agora ela está sem dinheiro, como irá se manter numa das cidades mais caras do mundo? Eis que surge uma oportunidade de onde ela menos espera, de casa, lá do interior, seu pai e sua madrasta tiveram a ideia de criar um glamping, que é uma espécie de acampamento chique, e pedem ajuda de Katie, ela não queria voltar para casa, já que seria sinônimo de que desistiu de seu sonho, mas não teve outra alternativa e disse ao seu pai que conseguiu um período sabático em sua empresa para poder ajuda-los no projeto.

A verdade é que o glamping em pouco tempo se torna um sucesso. E adivinha quem aparece por lá com a família, sim, Demeter. E Katie não podia perder a oportunidade de se vingar dela, não é mesmo?  O que Katie não poderia imaginar é que tem  outro lado da Demeter que ela nunca imaginou e ambas vão aos poucos descobrindo que nenhuma vida é perfeita.

O que vale mais? Experiências de verdade ou um instagram cheio de seguidores e likes? Fugir das redes sociais no nosso tempo é praticamente impossível, mas não devemos guiar nossas vidas pensando em qual será nosso próximo post ao invés de pensar em, por exemplo, só curtir aquele café, sem nenhuma foto. Sophie Kinsella nos trás personagens que nos evidenciam tudo isso e faz com que a gente crie um outro olhar até mesmo para aquelas pessoas que num primeiro momento parecem levar uma vida perfeita, somado a muitas risadas (assumo que ri alto no busão) e a um romance tão fofinho, que omiti da resenha para não dar spoliers e algumas reviravoltas fizeram com que esse livro se tornasse mais um dos meus queridinhos da Sophie.



“Acho que finalmente descobri como me sentir bem em relação à vida. Sempre que vir alguém muito feliz, lembre-se: essa pessoa também tem seus momentos não tão perfeitos. Claro que tem. E, sempre que você vir sua própria situação não tão perfeita, se sentir desesperado e pensar: minha vida é isso?, lembre-se: não é. Todo mundo tem um lado brilhante, ainda que seja difícil de encontrar às vezes.”