Plot
twist mata muitas de nossas curiosidades, como o Harlan tem suas ideias, como
ele desenvolve os livros, como tudo começou...
A
infância do Harlan e momentos difíceis da vida pessoal também estão presentes.
O relato sobre o pai dele é muito emocionante.
O livro me fez ficar ainda mais fã do Harlan, por dois motivos, a generosidade dele em compartilhar tantas dicas e atalhos sobre o caminho árduo de se tornar um escritor e a humanidade dele, é seguro dizer que o Harlan venceu na vida, né, é um autor de bestsellers, tem várias adaptações, mas o que não tem é soberba, ele é muito humilde e grato por ter chegado onde chegou.
A
maior dica e que parece super óbvia, é "escreva". Se você quer se
tornar um escritor, tem que sentar e escrever. Pesquisar não é escrever, criar
perfis de personagens não é escrever, consultar fontes não é escrever. Apenas
escrever é escrever.
Outro
ponto que vou destacar é o alerta que ele dá para que quando estiver
escrevendo, a sua preocupação deve ser apenas com a sua escrita e produzir o
melhor que você puder. Não se preocupe com tendências, mercado, vendas, a
preocupação deve ser o texto.
Diferente
dos livros de ficção, Plot Twist é para ser saboreado, li bem devagar e fui
curtindo cada descoberta e me inspirando com cada dia, sem pressa de terminar a
leitura.
Ele conta muitas curiosidades sobre os bastidores, tanto do mundo da escrita quanto no mundo das adaptações. Tem situações da vida pessoal que acontecem e ele pensa: ‘hum, isso dava um livro’, e ele literalmente salva em um caderno todas essas possibilidades. Ah, ele usa caderno, notebook, computador, guardanapo, qualquer coisa que funcionar.
Separei
dois momentos traduzidos para trazer de aperitivo para vocês (tradução livre nossa):
📍O
primeiro, sobre as mudanças nas adaptações, tema que sempre gera polêmica entre
os #harlanlovers, em dois momentos do livro:
“As
piores adaptações permanecem servilmente fieis ao texto. Um livro é um livro.
Um filme é um filme. São entidades muito diferentes, e devem ser. Um é um meio
visual. O outro é muito mais interior. Tive a sorte de ter muitos dos meus
romances adaptados para séries de televisão e filmes. Não me importo com o quão
fielmente eles seguem o livro – me importo se eles são divertidos ou não.”
(Página 267)
“Eu
também gosto de mudar a história quando é necessário. O estranho de “Não fale
com estranhos”, no livro era um nerd de computador, mas visualmente eu queria
que o estranho fosse uma mulher jovem, chique e moderna e nós a encontramos na
Hannah John-Kamen. Essa foi minha decisão, não da Netflix. Funcionou melhor em
um meio visual. Se você não gosta disso, se você quer o livro reproduzido
exatamente na tela, eu entendo. Mas nem sempre concordo. Se você quer a mesma
experiência do livro – muitas vezes, admito, é uma experiência melhor – então leia
o livro. Agora estou muito envolvido na maioria das minhas adaptações sob o
nome ‘Final Twist Productions’. Ainda posso ter meu coração partido, é claro,
mas se uma série der errado, a culpa é minha. Não quero uma saída. Não quero
nunca dizer: ‘Não é minha culpa, os produtores estragaram tudo, mas ei, ainda
fui pago’. Você não gosta das minhas séries ou filmes? Foi mal. Eu gosto dessa
pressão. Nas palavras imortais Da lendária Billie Jean King: ‘Pressão é um privilégio’.”
(Página 267)
📍O
segundo, um momento sobre a vida pessoal:
“Ser demitido da Club ABC Tours foi a melhor coisa que já aconteceu à minha carreira de escritor. Optar por não cursar a Faculdade de Direito da Universidade de Chicago foi a segunda melhor. A vida é cheia de reviravoltas inesperadas, mais do que a ficção. Gostamos de pensar que temos controle total, mas, na maioria das vezes, somos apenas passageiros em um avião pilotado pelo dedo caprichoso do destino. Se eu tivesse ficado naquele cubículo da Club ABC ou me dedicado a uma sala de aula em Chicago, provavelmente não estaria escrevendo isso hoje. É o efeito borboleta. São portas deslizantes. Gostamos de fingir que controlamos completamente nosso próprio destino – que sorte e timing não são grandes influências – porque a alternativa é difícil de aceitar: Nenhum de nós é tão especial assim. Mantenha a humildade.” (Página 82-83)













