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domingo, 29 de dezembro de 2024

Resenha: Com o coração nas nuvens / Catherine Walsh

    Escolhi que esse seria meu último livro do ano e não poderia ter feito uma escolha melhor, que livro gostoso de ler, me diverti tanto lendo. Aproveitei para ler durante uma viagem, e ri sozinha sentada no aeroporto esperando meu voo, da Molly e o Andrew vivendo uma história de amor entre voos e aeroportos.

Quando um livro recebe o selo "Romances de hoje" da Arqueiro, eu já sei que irei curtir. Todos os livros da coleção são muito maravilhosos, são romances, nos quais a gente já sabe desde o início que o casal principal vai ficar junto, mas o que mais importa é a jornada deles até o 'final feliz', que dependerá muito de questões internas dos próprios personagens, conflitos, escolhas (que nos fazem refletir sobre nossas próprias vidas) e não apenas achar um par romântico. 'Com o coração nas nuvens' faz parte dessa coleção. 

E se você descobrisse que a sua amiga estava planejando terminar com o namorado, pior, que ela estava traindo o cara, sendo que ele era super legal e amava o Natal, e ela planejava terminar com ele bem no Natal. Você descobre dos planos da sua amiga assim que vai pegar um voo com justamente e totalmente sem querer, o tal namorado, o que você faria? 

É assim que Molly e Andrew se conectam, os dois sempre viajam para casa para passar o Natal em família, ao longo do livro vamos descobrindo todas as aventuras e confusões que os dois viveram durante 10 anos de amizade e 10 diferentes viagens que eles fizeram juntos.

Molly é viciada no trabalho, é uma advogada de sucesso, que ganha muito bem, tem um apartamento legal, mas não está nenhum pouco confortável nessa profissão, já que não tem vida de verdade, ela nunca ligou muito pro Natal, viaja só para cumprir tabela mesmo, sua família são seus pais e sua irmã, pra quem ela sempre leva um presente muito inusitado. Por outro lado, o Andrew ama o Natal, sua família é grande e barulhenta, eles fazem questão de viver intensamente cada segundo do feriado, ele nunca perdeu um Natal em família, sempre vai viajar muito empolgado.

“– Você às vezes fica com vontade de gritar? Já teve um dia ruim em que tudo errado, e a única coisa que você queria fazer era levantar e dar um grito?

- Acontece umas três ou quatro vezes por semana.”

Mas exatamente na data que os dois estão comemorando dez anos de amizade/voos, e a Molly preparou um upgrade para primeira classe como comemoração, uma tempestade faz com que todos os planos deles fossem por água abaixo. Voos cancelados, é impossível atravessar o Atlântico EUA-Europa, e a partir daí eles começam uma jornada para conseguir chegar em casa, atravessando países e fusos horários.

E conforme vão ultrapassando desafios, percebem que só conseguem fazer o que estão fazendo porque estão juntos e mais, se esforçando um pelo outro. É o de amigos a amantes todinho, se prepare para as mais bonitas declarações de amor que chegam quando os dois percebem que se amam. 

Entre o passado e o presente nós vamos conhecendo-os e descobrindo todas as situações inusitadas pelas quais eles já passaram. O presente é a grande jornada que eles farão para conseguir remediar a tal tempestade e o passado são os últimos 10 voos. 

“- Eu estou bem. Sério, já estou tão acostumada a ficar sozinha que nem sei se vou gostar quando encontrar alguém com quem realmente queira ficar. Não tenho certeza se eu ainda sei me abrir desse jeito.

- Eu não quero saber da sua vida sexual.

- Estou falando em termos de compromisso, palhaço.”

Gostei muito do livro e pra além do romance fofinho, temos também muitas reflexões: sobre o que faz do Natal o Natal, é a família? São os presentes? Ou apenas a presença de quem a gente ama?; Sobre escolhas profissionais, vale a pena viver longe de todo mundo que você ama pelo emprego dos sonhos? E se o emprego dos sonhos na verdade for um pesadelo? Dá pra mudar a rota do sonho no meio do caminho? E por fim, até quanto conhecemos aqueles que amamos, até quanto nós compartilhamos ou compartilham com a gente os conflitos pelos quais estão passando? Tudo isso é trabalhado no livro de forma leve e no meio de muitas passagens super divertidas.

“- Não é algo tão improvável assim. As coisas aconteceram depressa demais. Em geral a gente conhece um cara, rola um clima, e aí a gente passa um tempo se conhecendo melhor. Pra ver se dá certo. Assim fica parecendo que a gente avançou a passo de lesma durante dez anos e de repente, pá.

- Pá? Alguém pisou na lesma?”

sábado, 12 de novembro de 2022

Resenha: Tudo pode mudar / Jill Mansell

Essie estava vivendo o melhor ano da sua vida, tinha o namorado perfeito, estavam morando juntos num chalé, tinha um emprego e parecia que finalmente a vida de adulta tinha começado pra ela. Até que um e-mail coloca tudo por água abaixo, a circular de Natal.

A família do Paul, o namorado, tinha o hábito de enviar uma circular de natal, uma espécie de newsletter atualizando a família sobre o que havia acontecido durante o ano. E Essie achava aquilo uma piada, ela e sua melhor amiga Scarlett resolvem trocar entre elas uma circular, para ser uma piada interna, apenas entre amigas.

Essie num momento espirituoso escreve um e-mail expondo tudo o que sentia e não tinha coragem de falar, o que ela não poderia imaginar era que esse e-mail seria enviado para todos os seus contatos no dia seguinte. E o pior, um desconhecido aleatório que havia enviado.

O que eu mais admiro nos livros da Jill Mansel é como ela consegue criar personagens e conexões. A princípio cada personagem tá vivendo sua vida, uma linha reta, até que ao longo das páginas, as linhas de cada um vão formando curvas que vão indo de encontro com os outros personagens da história.

E todos os personagens têm muitas camadas, são muito humanos e cheios de erros, é tão legal ir descobrindo o passado de cada um e entender os motivos de suas ações. Eu me conecto muito rápido com os livros da Jill, eu sei que se começar a ler, não vou conseguir parar até terminar. E a gente vai mudando a torcida diversas vezes, o que era certo vira incerto depois de apenas alguns parágrafos. E aquilo do "as voltas que a vida dá" é certeiro nesse livro, ainda mais sendo ambientado em um lugar onde quase todo mundo se conhece, Bath, uma cidade na Inglaterra.

No final, todo mundo quer ser feliz. E o que é essa vida, senão uma coleção de memórias? Qual a sua memória mais antiga? Ou a sua memória mais preciosa? Aquela que você gostaria de reviver, consegue pensar?

É com essa premissa que Zillah tem uma ideia de realizar desejos para idosos que estão com doenças terminais. 

Zillah, uma senhorinha muito vaidosa e estilosa, tem um propósito de vida: ajudar aqueles que estão com os dias contados, com doenças terminais. Existem programas para jovens, mas ela ajuda os idosos, a realizar últimos desejos, que na maioria das vezes são muito simples. Ela ama conhecer pessoas e doar um pouquinho dela mesma, seja com um sorriso, uma piada ou mesmo realizando um desejo. 

Essie, depois que tudo muda na sua vida, vai trabalhar para o desconhecido aleatório que tinha virado sua vida de cabeça para baixo, aquele mesmo do tal e-mail, e ela fica muito intrigada quando descobre que o fruto de todo o seu rancor era na verdade, um cara muito bom (além de extremamente gato), como era possível?

“Ela ficou impressionada com o quanto não sabia sobre ele e com quantas suposições equivocadas tinha feito a seu respeito. Mas era assim com todo mundo, não era?”

Lucas, o tal desconhecido, e dono do bar onde Essie foi trabalhar, tem um passado muito traumático, sua história me fez ficar com lágrimas nos olhos. Ele administra um bar, que é super badalado e um point de encontro para todos os personagens do livro. Esconde um segredo que vai fazer tudo mudar e está apaixonado pela sua namorada Giselle, ou acredita que está. 

Connor largou a vida de advogado para ser um jardineiro, depois de um episódio onde percebeu que a vida é mais do que os honorários. Ele também virou fotógrafo nas horas vagas, ama fotografar pessoas aleatórias pelas ruas. Na sua vida tudo já havia mudado, o que ele não esperava era que tudo mudaria novamente (e de novo).

“Por anos, ele fizera todas as escolhas sensatas. Agora havia chegado a hora de fazer o que lhe parecia certo.”

Scarlet, melhor amiga da Essie, é bem doidinha. É guia turística e gosta de viver a vida, seja zoando todo mundo, seja curtindo noitadas ou pintando o cabelo de roxo. Ela não esconde que tem uma queda enorme pelo Connor, apesar dele acha-la irritante demais e não dar nenhuma chance para suas investidas. 

“- Você ouviu. Ela merece ser feliz. Seja legal com ela. Não seja um filho da mãe.

- O que te faz pensar que eu seria?

- A maioria dos homens.”

Quando Essie recebe uma proposta da Zillah, onde ela alugaria um pequeno apartamento e ajudaria a Zillah com afazeres ela não poderia imaginar que sua vida iria dar outra guinada.

E a vida de todos esses personagens vai se embaralhando cada vez mais e a gente vai se envolvendo com cada um deles conforme vamos descobrindo mais sobre suas vidas. E tudo muda diversas vezes, nosso primeiro olhar para com um personagem vira ou amor ou ódio dependendo do que descobrimos.

Tudo pode mudar mostra que viver sempre vale a pena, que as mudanças por pior que possam parecer, podem ser em prol de algo melhor no futuro.

É sobre como a gente pode mudar a vida das pessoas sem nem perceber, ou nem pensar sobre isso. É a lei da física "toda ação gera uma reação" na prática, um e-mail enviado errado, uma mentira, uma dança, um passe para o zoológico.

E por fim é sobre se perdoar. Alguns personagens sofrem por achar que não são merecedores do amor que a vida lhes concedeu, e não digo apenas o amor romântico. Afinal quando você menos espera, tudo pode mudar.

“É só a vida, eu acho. As coisas acontecem do nada e derrubam a gente. De repente, tudo muda e o futuro parece estar saindo do eixo. Bem, você sabe como é, imagino? Aconteceu com você também.” 


Confira resenhas dos outros livros da Jill já publicados no Brasil: 

- Muito além do infinito

- Onde mora o amor

domingo, 29 de maio de 2022

Resenha: A pequena ilha da Escócia / Jenny Colgan

Nesse livro Jenny Colgan vai fazer você querer largar sua vida atual, se mudar para uma ilha que nem existe e abrir uma loja para vender doces e pães, que você obviamente, fará com suas próprias mãos. Além de nos fazer viajar através das páginas, a Jenny também deixa receitinhas e uma lição sobre se reconectar consigo mesmo.

Flora está vivendo a vida que desejava: mora em Londres e trabalha num reconhecido escritório de advocacia, onde ela pode ser promovida em breve, apesar de o apartamento ser bem apertado, o clima em Londres ser péssimo e ela estar muito muito distante de ser promovida, trabalha como assistente, basicamente arquivando coisas, e além disso tem um super crush no seu chefe (apesar dele nunca ter nem olhado pra ela) mas tá tudo bem, ela está o mais longe possível de suas raízes da Escócia, que é o seu objetivo.

Quando um cliente do escritório, um americano bilionário deseja um auxílio jurídico, Flora não poderia imaginar que sua vida profissional iria força-la a encarar os problemas que ela deixou lá na pequena ilha. O cliente, Colton, quer impedir a construção de um parque eólico na ilha, já que iria matar a vista do hotel que ele havia comprado, ele descobriu que havia uma funcionária do escritório que era nativa da ilha e a requisitou para o trabalho, já que ninguém melhor pro trabalho que alguém que já conhece a vizinhança, né?

E além de encarar o chefe gato, Flora terá que voltar para casa.

O chefe gato tem nome, Joel, e também conhecemos mais dele, já que alguns capítulos são narrados por ele, que decidiu colocar um muro ao redor do seu coração, mergulhando no trabalho de uma forma insana, assim era mais fácil, ele pensava, até que uma certa ilha vai sacudir todos os sentimentos que ele acreditava estarem bem enterrados.

Ao voltar para casa, Flora vê que seu pai e irmãos não estão dando conta da fazenda da família, a casa está caindo aos pedaços e os moradores da ilha estão olhando torto para ela. Mas quando ela acha o caderno de receitas de sua falecida mãe, ela começa a se reconectar consigo mesma e fazer a gente ficar com água na boca com suas produções gastronômicas.

Algo que sempre está presente nos livros da Jenny são as comunidades locais, todo cantinho criado por ela é composto de pessoas que amam o lugar onde vivem e não são, a princípio, muito chegadas a forasteiros, são lugares onde todo mundo se conhece e se ajuda como pode, entre uma ou outra rixa, vivem em harmonia, é assim em Mure. 

Outra coisa que sempre tem nos livros da Jenny são as receitas, tudo que a personagem faz no livro a gente pode tentar reproduzir em casa, e o melhor é que a própria Jenny já testou e as receitas são cheias de dicas.

A ilha inventada pela autora, tem também uma pitada de misticismo, os moradores acreditam que algumas mulheres tem uma conexão com o mar, que vinheram do mar, todo mundo acredita que Flora, assim como sua mãe, é uma selkie.

E o que a princípio seria um trabalho jurídico, se torna uma jornada sobre encontrar a si mesmo, o que faz a gente ser quem somos? A profissão? Onde você mora? Seus objetivos? Quem você ama? Muitos personagens do livro estão perdidos no dilema de se encontrar e aceitar quem é, independente do que os outros esperam, ou do seu passado. 

“Flora tinha ido até lá para agradar a empresa. Tinha deixado Mure para agradar a mãe. Tinha ficado longe porque... porque não sabia mais o que fazer. Às vezes, sentia-se como um barco, à deriva na maré, sem saber onde ia nem por quê, desconfiando que, um dia, olharia para trás e não se lembraria de tomar as decisões que havia tomado.”


Confira resenhas de outros livros da Jenny:



domingo, 9 de maio de 2021

Resenha: Os segredos da felicidade / Lucy Diamond

Lucy Diamond nos leva para Hereford, na Inglaterra, uma cidade que tem fronteira com o País de Gales e ao lado de Becca e Rachel fazemos uma viagem gostosa ao longo das páginas. Entre problemas comuns como divórcio, briga familiar, vizinhos enxeridos e crianças com muita energia, vamos aprendendo que o maior segredo da felicidade é estar aberto para recebe-la.

Becca e Rachel são opostas. Uma é musa fitness viciada em exercícios, a outra sofre para subir escadas, uma tem a família perfeita, o emprego perfeito, a outra ainda está tentando encontrar o seu lugar, elas são duas irmãs que estavam um ano sem se falar, irmãs postiças com Rachel gosta de dizer, já que se tornaram irmãs depois de o pai de uma casou com a mãe da outra, nunca se deram muito bem. Até que a vida as obriga a se unirem.

Becca estava meio sem rumo, trabalhando na cozinha de um pub e dividindo apartamento com uma amiga excêntrica, não sabia qual era o próximo passo certo que deveria dar em sua vida. Ela sempre foi muito criativa e bondosa com todos a sua volta, ela criava linda joias artesanais, até que puft nada mais parecia dar certo.

Rachel também estava passando por problemas, e fez uma viagem para tentar desvendar um segredo, mas tudo saiu completamente dos eixos quando ela se acidenta. Ela não vivia a vida dos sonhos que Becca imaginava. 

Quando Becca recebe uma ligação pedindo para que ela fosse a Hereford, pois sua irmã não apareceu para pegar as crianças, ela leva um susto, mas deixa sua vida de lado para ir ajudar a irmã (postiça).

“A culpa perfurou Becca como uma lança. Talvez devesse ter se esforçado mais para manter contato, ter se agarrado ao tênue fio de relacionamento que existia. Talvez as duas devessem ser mais flexíveis ao lidas com as situações; ceder um pouco e rir das diferenças, em vez de travar um embate eterno.”

Ao perceber que a vida de Rachel não era exatamente o paraíso, Becca vê que a sua irmã irá precisar dela, como nunca antes na vida. Ao mesmo tempo que é um desafio para ambas, elas percebem o significado do que é ter uma família e que família é muito mais do que apenas laços sanguíneos.

Eu me diverti muito lendo esse livro, no final eu juro que foi obrigada a abraça-lo, por tanto que eu gostei desses personagens que foram me encantando aos poucos. A dinâmica das irmãs é muito boa, ambas ao mesmo tempo em que sentem que se amam, não se sentem seguras, não confiam muito na outra, ou até mesmo em si mesma. 

Os filhos da Rachel são maravilhosos, cada um com uma peculiaridade, são duas crianças e uma adolescente, que Emma suou quando descobriu a trabalheira que é ser a responsável do rolê. De rebeldia adolescente a perguntas inusitadas dos menores, é impossível não sorrir com eles. 

A Becca também é muito engraçada, foi muito divertido imaginar ela tendo que resolver os problemas pela a irmã, em uma área que foge totalmente do conhecimento da Becca.

E, como não poderia faltar, temos sim romance, um romance muito inusitado, mas que mostra que o amor pode aparecer das formas mais inimagináveis. 

“Ela se perguntou se um dia algum homem falaria dela com tanto amor e com lágrimas brilhando nos olhos. Não tivera muita sorte no amor até então. Ultimamente, Becca parecia ter empacado no quesito romance”

O principal segredo sobre a felicidade que a Lucy nos revela nessa história é estar presente na própria vida para aproveitar os momentos felizes, atualmente temos tanta informação, tanta tecnologia, parece que sempre estamos fazendo algo pensando em outro, sempre estamos com o celular na mão conectados e ao mesmo tempo, às vezes, desligados ao que nos rodeia. Então, como lição da Becca e Rachel eu levo pra minha vida: se jogue nos momentos felizes, sejam eles respirar ar puro, fazer uma viagem ou abraçar alguém querido.

Essa capa ficou uma lindeza <3

Resenhas de outros livros da Lucy já publicados no Brasil:

A casa dos novos começos

O café da praia

domingo, 18 de outubro de 2020

Resenha: A padaria dos finais felizes / Jenny Colgan

Uma leitura deliciosa, evolvendo pães, amor, uma comunidade e principalmente ir atrás dos sonhos e realiza-los.

Polly estava num relacionamento que ao mesmo tempo era amoroso e profissional. Ela e seu namorado abriram uma empresa de publicidade e estava indo tudo bem, até que não estava mais. O sonho realizado durou pouco tempo e eles tiveram que declarar falência tanto da empresa quanto do relacionamento.

Quando Polly se vê sem dinheiro e sem um teto, o único lugar que tem uma opção que cabe em seu bolso é a Mount Polbearne, uma ilha que durante alguns períodos do dia fica inacessível a pé ou de carro, pois a maré sobe e cobre a ponte. (dá um google, vale a pena)

“Você tem que seguir a sua onda. Não tem outra forma de viver. Precisa fazer o que ama. Primeiro descobre o que ama fazer, depois faz essa coisa com garra e dedicação e aí tudo vai ser ótimo e você vai poder surfar. Assim vai ser feliz. O que te deixa feliz?”

O apartamento na ilha estava caindo aos pedaços, não tinha isolamento térmico, o telhado estava com goteiras, mas era melhor do que morar de favor, né? Polly decide então encarar o desafio. Num primeiro momento ela não foi bem aceita na ilha, principalmente por uma senhora muito rabugenta e dona do apê que Polly alugou, será que foi realmente uma boa escolha essa mudança?

Mas o livro não tem padaria no título por acaso, Polly é uma padeira de mãos cheias, seu ex nunca a incentivou, porque não queria ingerir tantos carboidratos, diferentemente dos habitantes da ilha, que sentindo o cheiro maravilhoso dos pães que a Polly fazia, os compravam cladestinamente porque a única padaria da ilha pertencia a tal senhora rabugenta ninguém tinha coragem de desafia-la.

Junto com Polly conhecemos dois habitantes da ilha, um simpático e prestativo pescador e um misterioso americano que produz mel, não sabemos a princípio com quem Polly irá se envolver, mas fortes emoções estão garantidas. E boas risadas! Além de um não convencional animal de estimação.

Esse livro fez com que eu adicionasse Mount Polbearne a lista de lugares que quero conhecer, o lugar parece mágico! Jenny Colgan criou uma comunidade pequena que pode ser avessa a gente nova, mas que sabe acolher muito bem quem chega pra se unir a eles. É um livro sobre encarar de peito aberto os próprios sonhos.

“Viva o agora. Não tire foto, não tente capturar o momento e congelá-lo para sempre. Só fique admirando os vaga-lumes junto comigo.”

Ps: no final do livro tem várias receitas que a Polly usou durante o livro e todas testadas pela Jenny Colgan! Muito legal!

domingo, 30 de agosto de 2020

Resenha: A adorável loja de chocolates de Paris / Jenny Colgan

Pega um chocolate e liga o Google Maps para embarcar nessa deliciosa leitura por Paris. Eu me senti andando pela cidade com todas as descrições e com espiadas no Google, fiquei com vontade de provar chocolate fresco, com vontade de aprender francês. Jenny Colgan em um livro diferente, com duas protagonistas, passado e presente se entrelaçando, faz com que a gente se apaixone pelas cores, amores e sabores de Paris.

Aos 30 anos, Ana Trent trabalhava numa fábrica de chocolate em uma cidadezinha no Reino Unido, Kidinsborough, ela gostava de seu trabalho, mas um acidente coloca sua vida de cabeça para baixo, tirando partes de seu corpo (literalmente).

Ao ficar internada no hospital, ela reencontra sua antiga professora de francês, que está fazendo um tratamento. Como ambas estavam muito entediadas dos dias iguais no hospital, Claire, a professora, começa a dar lições de francês para Ana. Claire também tem uma ideia, por que Ana não vai passar um tempo em Paris? Ela então se corresponde com antigos conhecidos e arranja um emprego temporário para Ana, em nada menos que uma loja de chocolates.

Ana fica insegura, mas acaba se aventurando. O que ela poderia perder? Seria tranquilo né, apesar de não saber muito de francês, ela amava chocolate. Quando ela chega em Paris com todo mundo falando rápido demais, confusa com as orientações das ruas e ao chegar no lugar onde seria sua casa, percebe que o seu quarto era uma verdadeira lata, mas tudo isso se dissipa quando ela vê a linda vista de Paris que teria de sua pequena sacada. Deixo um pequeno destaque ao Sami, com quem Ana divide o apartamento, ele é muito excêntrico, popular e divertido, sempre pronto para uma festa e sempre dono dos melhores e mais loucos rolês, ele me lembrou um pouco o Titus do seriado Unbreakable Kimmy Schmidt.

A loja adorável loja de chocolates de Paris ou ‘Le Chapeau Chocolat de Thierry Girard’ é internacionalmente conhecida pelo seu chocolate fresco, pessoas do mundo inteiro pagavam uma pequena fortuna pelos chocolates de Thierry. Ele que se acha muito, mas tem um dom com o chocolate, ele tem também um amor que nunca saiu de seu coração.

Ana percebe que não seria fácil agradar o exigente chefe, que teria que limpar muito chão até consegui manusear o chocolate, mas que Thierry não era um monstro. Ela, após um mal entendido conhece Laurent que tem o sobrenome Girard, mas ela percebe que as coisas entre pai e filho não vão bem, mas por que Laurent tinha que ser tão atraente?

Descobrimos que Claire tinha interesses além de incentivar Ana a viver intensamente. Ela quando jovem viveu sob a redoma de seu pai, um reverendo, foi apenas quando pode trabalhar de babá em Paris que ela experimentou a vida de verdade. Em seu passado, há um amor nunca esquecido, um amor que acompanha Claire por toda a vida, mesmo que ela tenha vivido outra vida, Paris sempre foi pulsante em seu coração.

A liberdade e as escolhas são as principais questões do livro, será que nossas escolhas são livres ou moldadas por interesses alheios? Qual é o peso de escolhas erradas? Será que vale a pena se prender ao passado e não viver o que a vida lhe proporciona? É possível esquecer um grande amor?

Esse foi o terceiro livro que li da Jenny Colgan e foi um pouco diferente dos anteriores, temos duas narrativas, o presente e o passado, por Ana e por Claire. Não é um livro super engraçado, apesar de ter os momentos bem cômicos, muito devido ao colega de apartamento da Ana, é um livro mais sério, sobre se jogar no amor, se jogar nos sonhos sem medo porque afinal a vida é muito curta. E agora já vou começar a guardar moedinhas para conhecer Paris.

domingo, 20 de outubro de 2019

Resenha: Onde mora o amor / Jill Mansell


Onde mora o amor. Assim mesmo como uma afirmativa, esse é o título desse delicioso romance, mas poderia ser muito bem 'Onde mora o amor?', será que o amor é tão certo quanto uma afirmativa ou sempre precisa de uma interrogação, ou nos faz criar interrogações ao busca-lo? Para encontrar o seu lar? Jill Mansel nos mostra que o amor está em todo lugar só basta a gente ser atento o bastante para observa-lo.

Dexter Yates, ou Dex para as íntimas, é aquele típico garanhão que passa cada noite com uma garota diferente e se vangloria por isso, tem a vida de seus sonhos: totalmente sem compromisso. Vivendo na boêmia londrina, mal poderia esperar que sua vida estava prestes a ter uma reviravolta totalmente imprevisível.

Molly vive em Briarwood, interior da Inglaterra, lá todo mundo se conhece, o tempo parece passar mais devagar. Ela é uma artista, faz famosas histórias quadrinhos para jornais e dá aulas de desenho para complementar a renda, uma vida tranquila. O que Molly não aguenta mais é o seu dedo podre com homens, parece que nunca vai chegar o momento de conhecer O cara.

Molly e Dex se conhecem de uma forma muito inusitada e extremamente engraçada envolvendo um peixe, quando ele vai a Briarwood buscando por uma segunda casa, para esquecer toda a loucura de Londres.

Numa bela noite quando Dex fica sendo disputado por duas mulheres, ele recebe a ligação que o faria perder o chão, sua irmã havia sofrido um acidente e estava morta, como se já não bastasse a tragédia de perder sua irmã, sua melhor amiga, ela tinha acabado de ter uma filha, a pequena Delphi.

O fato é que Dex assinara um termo de responsabilidade por Delphi, caso algo acontecesse a sua irmã, ele seria o tutor, mas ele nunca imaginou que isso fosse ser realmente necessário. Ele entra em pânico. Nunca havia sido responsável por ninguém, e imagina, uma bebê.

“ – Você diz isso agora. Mas ela é um ser humano. É diferente. Você perde a chave do carro e o celular porque eles não são a coisa mais importante do mundo. Você não os ama com todo o coração. Todo mundo entra em pânico quando descobre que vai virar mãe ou pai. É normal estar apavorado com a ideia de ser responsável por uma bebê. Mas, porque você a ama incondicionalmente, vai fazer o que for necessário para que ela fique bem.”

Mas quando tudo parece estar dando errado, Dex resolve que o certo seria cuidar da Delphi, pela memória de sua amada irmã e também porque ele amava a pequena e fofinha Delphi. Ele se muda para o chalê que havia comprado em Briarwood e ele se torna uma pequena agitação para a pacífica cidadezinha.

E é assim que Dex e Molly se tornam vizinhos e nada mais que isso, claro. Eles afirmam um para o outro, mas eles mesmos sabem que sentem uma vibração inexplicável quando estão juntos, se é amor eles ainda não conseguem entender e nem se irão conseguir ter um final (ou começo?) feliz juntos.

Toda a Briarwood fica encantada por Delphi. Na cidadezinha que todo mundo se conhece, nós conhecemos a Frankie, dona do café, que tem o marido dos sonhos e uma filha adolescente que ama aventuras, a família perfeita, né, só que não, quando um segredo vem a tona causando muitos corações partidos, percebemos que aparências podem enganar (e muito). Conhecemos a Lois, a vulgar dona do bar, mas que esconde seus setimentos através da vulgaridade, porque assim era mais simples, já que ir atrás de amor verdadeiro, não vale a pena (será mesmo?). O sr. Stefan que vive na solidão de seu trailer pensando em  como deixou escapar o amor da sua vida e claro, como não poderia faltar, uma rede de fofocas, em Briarwood todo mundo sabe da vida de todo mundo, ou melhor, acha que sabe.

O amor verdadeiro. O amor à primeira vista. O amor construído. Um amor inesquecível. Um amor de uma noite. Quantas espécies há de amor? E afinal, Onde mora o amor? Jill Mansell nos leva em uma viagem a aconchegante Briarowood para descobrir que o amor pode estar em qualquer lugar e também para nos apaixonarmos e rimos um bocado, do jeitinho que toda comédia romântica deve ser.

“É porque está com medo? Também estou. Nunca senti isso antes. Eu te amo. E só para você saber, eu nunca disse isso para ninguém antes. Porque nunca senti isso. Mas você... estar com você... é completamente diferente. Desde o dia em que nos conhecemos. Começou ali... foi crescendo... e agora a ideia de não ter você por perto é... bom eu não suportaria. Eu te amo. Estou falando do coração.”

sábado, 3 de agosto de 2019

Resenha: A pequena livraria dos sonhos / Jenny Colgan


Livro de estreia de Jenny Colgan na Editora Arqueiro, um livro feito por uma leitora, falando de leitores e obviamente para leitores, diz ai, quem nunca imaginou ter sua própria livraria ou trabalhar numa biblioteca? Mas será que sonhos sempre podem se tornar realidade? Em 'A pequena livraria dos sonhos' a gente vai para Escócia e descobre que nada pode ser tão ruim que o livro certo não possa melhorar.

Quem nunca falou para um amigo que não gosta de ler a seguinte frase: Você ainda não encontrou o livro certo (e indicou umzinho do Harlan, haha)?

Nina vivia do jeito que sempre sonhou: rodeada de livros. Trabalhando em uma biblioteca, pensando qual seria o livro certo para todo mundo que chegava por lá, mas eis que devido à demanda tecnológica, seus chefes decidem mudar os rumos, fechar a biblioteca para criar algo mais high-tech e com isso grande parte dos funcionários seriam demitidos.

“Ler é como estar lá de verdade. Você se conecta direto ao cérebro do escritor. Só você e ele. Você vivencia o que ele vivencia”

O ambiente de trabalho se torna uma competição para conseguir manter o emprego, enquanto Nina vai levando mais e mais livros para o apartamento que divide com sua amiga Surinder. E é durante a entrevista para a manutenção do emprego que Nina descobre que não seria feliz trabalhando com todas essas tecnologias e ela decide arriscar tudo.

O fato é que Nina nunca foi de arriscar, sempre viveu em segurança na sua zona de conforto, no conforto de se aventurar pelas páginas dos livros dentro de seu apartamento e quando ela diz que irá comprar uma Van enorme e ter uma livraria itinerante na Escócia, nenhum de seus amigos acredita que vai dar certo, aliás, nem ela mesma.

“Ela, por sua vez, recorria aos livros sempre que perigava se confrontar com a realidade – ou melhor, com seus aspectos mais sombrios. Quando ficava triste, os livros eram seu consolo; quando se sentia só, eram eles seus amigos. Eram eles que cuidavam do seu coração partido e a encorajavam a manter a esperança quando estava na pior.”

Mas é numa cidadezinha escocesa que Nina descobre o seu lugar no mundo, entre muitos altos e baixos. Será que ela vai conseguir dirigir uma van enorme? Será que vai ter uma demanda e conseguir ganhar dinheiro com isso?

Ela recebe uma indicação de aluguel e acaba se surpreendendo ao chegar, tanto com a casa quanto com o seu senhorio, o Lennox. Mas não se engane, esse não é um livro de amores fáceis, Nina vai passar por maus lençóis e quase se atropelada por um trem para descobrir o amor verdadeiro.

“Aquele negócio de autorrealização era difícil demais, pensou ela. Nina mal estava conseguindo ler uma única palavra, e isso foi a gota d'água. Ele até podia ter arruinado a vida sexual dela, sua paz de espírito, suas esperanças de ser feliz algum dia, seu ganha-pão. Mas NINGUÉM iria arruinar sua leitura.”

O que mais me encantou nesse livro foi a leveza e a verossimilhança com a vida real, nada é fácil né? A gente vive achando que a vida do outro é mais tranquila, que o outro vive a vida dos sonhos, mas ei, todo mundo tem problemas, diferentes, claro, mas o que nos faz pensar que podemos julgar a vida de alguém, apenas por uma série de fotos em redes sociais?

As vezes a gente sonha tanto com algo e quando conseguimos, pensamos ‘ah era só isso’, as vezes chegar naquele tão almejado ‘lá’ não justifica todo o esforço, é por isso que temos que aproveitar os caminhos da vida assim como aproveitamos os capítulos dos livros, por mais difícil que possa ser, é uma experiência que fará a gente crescer, perder um emprego, ter um coração partido, se decepcionar com uma amizade antiga, a verdade é que a gente nunca sabe o dia de amanhã e nunca podemos deixar de sonhar e esperar o melhor e ‘A pequena livraria dos sonhos’ faz a gente suspirar e acreditar que os finais felizes existem sim!


“O amor sempre dava errado até o dia em que, enfim, dava certo. A vida era assim e pronto.”

domingo, 28 de julho de 2019

Resenha: A casa dos novos começos / Lucy Diamond


Os romances geralmente têm algumas características clichês, uma mocinha apaixonada, um cara dos sonhos, um final feliz, nem sempre muito fácil, mas certamente previsível, apesar disso a gente continua amar lê-los, né? Bem, mas nada melhor quando um romance é diferente, um romance que te faz chorar, sorrir e refletir. ‘A casa dos novos começos’ é um desses romances, que sim tem um final feliz, mas nada fácil e o melhor, a cada escolha das personagens, nós questionamos as nossas próprias escolhas.

Por mais que sejamos fortes e independentes, sempre buscamos o amor. Aquele amor que nos conforta física e emocionalmente, aquele alguém que podemos contar sempre, aquele alguém que é o seu alguém, mas será que isso realmente existe? Aquele alguém especial que puft encontramos por ai?

Rosa acreditava ter encontrado o seu alguém. Ela tinha uma vida agitada, um bom emprego, seu trabalho era reconhecido, viagens para os melhores pontos turísticos do mundo, até que puft seu mundo cai quando ela descobre um segredo sobre o seu cara perfeito. Ela resolve se mudar para Brighton e se tornar uma sous-chef, levando esporro atrás de esporro e não sendo nem um pouco reconhecida, apesar de ter muito potencial na cozinha.

“Estar apaixonada era mais como o que vinha logo depois de o paraquedas abrir: a sensação de flutuar, suspensa como um pássaro no céu azul, a adrenalina transformando-se imediatamente em euforia e alegria ofegante. Não sabia se queria voltar um dia para terra firme.”

Georgie, uma jovem apaixonada pela vida e pelo seu namorado Simon. Ela tem um relacionamento sério com ele e projeta todo um futuro ao lado dele, até que puft ele lhe informa que conseguiu um emprego dos sonhos em Brighton e que está se mudando pra lá, ela resolve então largar tudo e ir atrás dele, até porque não seria para sempre, mas chegando lá ela percebe que seus planos de viver ao lado de Simon terão que ser adiados, por enquanto ela tem que se contentar a morar num apartamento pequeno, encontrar seu rabugento namorado em momentos rápidos, além de estar sem dinheiro num lugar que não tem nenhuma amizade.

“Mas que droga, pare de pensar nele, pelo amor de Deus, ordenou ao seu subconsciente, desejando pela milésima vez que houvesse uma função de apagar em seu cérebro, uma espéce de triturador mental para descartar lembranças e pessoas indesejadas.”

Charlotte tinha um casamento perfeito, até que puft um morte acabou com o seu final feliz. Ela vive em Brighton, levando uma vida robótica, repetindo tudo mecanicamente, sem nenhum prazer pela vida, afinal de que valeria uma vida sem a pessoa que ela mais amou? 

“Pela sua experiência, os problemas só começavam quando deixava outras pessoas entrarem em sua vida. Ficar sozinha, sem incomodar ninguém, e construir uma cerca em torno de sua vida discreta e tranquila... não era nada além de autopreservação.”

Essas três mulheres acabam morando no mesmo prédio em Brighton, com uma senhoria nada agradável, mas é lá que elas encontram seus recomeços. Rosa se vê num beco sem saída quando uma vizinha, Jo, é internada as pressas e deixa sob sua responsabilidade cuidar de sua filha adolescente, tudo que Rosa não queria, até porque ela nem sabe como lidar com uma adolescente. Georgie decide que não iria ficar sem fazer nada enquanto Simon realizava seu sonho, ela consegue um emprego num jornal local e descobre que ser jornalista pode ser ao mesmo tempo reconfortador e perigoso, enquanto Charlotte tem uma tarefa imposta pelo seu chefe, fazer amizade com uma pessoa idosa e gastar uma hora por semana com ela, é ai que conhecemos Margot Favager, uma senhora francesa muito inspiradora.

Rosa, Georgie e Charlotte acabam eventualmente se encontrando e se tornando inesperadamente amigas. Todas elas buscavam recomeços, mas para ter um é necessário ter pontos finais, necessário virar páginas por mais pesadas e difíceis que elas sejam. Será que um relacionamento frustrante com um cara escroto deve fazer com que você deixe de acreditar no amor? Será que você deve repetidamente abrir mão do que deseja em prol do cara que você ama, ei, e os seus próprios sonhos? E será que uma tragédia deve definir você para sempre?

A leitura desse livro foi muito inspiradora e reconfortante, sabe, a vida não é fácil para ninguém, ter força que levantar e buscar o que deseja todo dia é um grande desafio, ainda mais se você estiver com o coração partido, mas sabe de outra coisa? Nessa vida, apenas a morte é definitiva, até lá devemos sempre continuar acreditando que as coisas vão melhor, vão se ajeitar, tal como um quebra-cabeça difícil, mas que quando encaixamos a última peça, percebemos que todo o esforço valeu a pena.



“Eu aproveito a vida”
Margot Favager