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quarta-feira, 28 de junho de 2023

Resenha: Rainha Charlotte / Julia Quinn e Shonda Rhimes

Romances de época sempre são clichês, a gente sempre sabe que no final o casal vai ficar junto e no caso do Rainha Charlotte, temos ainda a série na Netflix, então por que ler esse livro? Listei 3 motivos: 


1- Conhecer melhor os personagens, é bem diferente estar "na cabeça" deles, do que só ver suas ações. 

2- A adaptação da Charlotte na Inglaterra, temos o choque cultural mais aprofundado. É bem legal ela pensando palavras alemãs, já o idioma é famoso pelas palavras cheias de significados.

3- Declarações de amor, o George eleva muito o patamar, a gente consegue ver como ele se esforça pra ser a sua melhor versão.



“Ela era seu cometa, sua estrela cadente. Cintilava como o céu e, quando sorria, parecia que as equações matemáticas se resolviam. O mundo em equilíbrio, todos os lados com os devidos pesos.”

A rainha na série dos Bridgertons

Para os leitores da série dos Bridgertons a rainha sempre foi uma figura distante, inalcançável, nós nunca estivemos ‘na sua cabeça’, ela sempre colocava medo nas personagens, já que a apresentação era quase um martírio para as mocinhas. Na adaptação da Netflix conseguimos visualiza-la e temos passagens muito boas da personagem. O livro e a série são consequência, depois de ver a figura bastante irreverente da rainha, todo mundo ficou querendo saber mais e além disso entender os motivos pro rei ser recluso. Entender mais sobre a rainha é um presente para os fãs desse universo.

Cada capítulo é narrado por um deles: Charlotte, George, Agatha, Brimsley, que são nossos personagens principais. O que é muito legal, pois nos dá diversos pontos de vista e nos mostra pelo o que cada um deles está lutando. 

No início do livro conhecemos a jovem Charlotte e já podemos perceber como ela é perspicaz. Ela tem desconfiança sobre o casamento, por que o rei de uma das maiorias potências iria querer se casar com ela? E se nem ao menos conhece-la. Ela tinha muitas perguntas e seu irmão não ajuda em nada.

Apesar de toda a desconfiança, o feliz para sempre do George e Charlotte parece ser simples e fácil à primeira vista. Eles têm um encontro sem saber a identidade um do outro e rapidamente têm uma conexão, o casamento seria perfeito então, certo? Com esse encontro incrível. Mas, sempre tem um "mas" e os segredos do rei vão quase colocar tudo a perder.

A coroa

Se tem algo que pesa é a coroa. E é um peso que vai além da massa do objeto. Você nascer com esse fardo é bastante pesado. Antes de saber quem é, já sabe que é rei. Nasceu sem escolha, sem liberdade, mesmo sendo a pessoa mais poderosa de todas. George tem diversos dilemas e é difícil ele conseguir ser apenas ele mesmo. Sempre esperam muito dele e ele nunca consegue ser essa pessoa, ele deseja ser apenas George. 

O grande experimento

Ao buscar uma noiva para o rei, em um país distante, em busca de alianças e com objetivo de que a noiva não pudesse negar o pedido. A coroa encontra Charlotte, o que eles não poderiam imaginar é que ela teria o tom de pele "errado". Ter uma rainha preta não estava nos planos, mas já que a coroa nunca pode errar, transformaram o erro em acerto, "o grande experimento" para unir a sociedade segregada. Mas a sua efetividade só se dá quando Charlotte percebe seu lugar, poder e papel na sociedade.

“ – Mas a moça é bela – disse Bute. – Um rosto deveras agradável. E ela se portou muito bem. Pode-se dizer que tem uma postura régia.

- Sim, claro – concordou Augusta. – Mas ela é muito marrom.

George abriu os olhos. Aquilo era inesperado.

- A terra é marrom – disse ele.

A mãe se voltou para ele.

- O que a terr... – começou a mãe, depois de uma pausa que não pareceu longa o suficiente para capturar toda a extensão do raciocínio de George – O que isso tem a ver com a situação?

- Amo a terra – respondeu George, achando que era explicação suficiente.”

A doença

Imagina se perder dentro de si mesmo. É o que acontece com o George. Ele sofre de um mal que não era compreendido e nem muito menos existia um tratamento eficaz na época. Um rei louco, poderiam dizer. E dessa forma, a sua doença mental sempre foi escondida da sociedade e do parlamento, o plano do George era esconder também da Charlotte, o que se tornou muito difícil. E poderá colocar tudo a perder.

“ – Há alguma coisa no firmamento. Neste mundo em que vivemos, onde recebo tanto poder e atenção, é um lembrar que não passo de um punhado de poeira num pontinho do universo, - Ele sorriu como um menino. – Preserva a humildade.”

Sobre dividir os fardos com quem você ama

Quando a gente divide o peso, fica mais leve né? E por que não dividir com quem a gente ama? George e Charlotte vão ter que errar muito para entender que juntos podem ser mais fortes, sem segredos e compartilhando o que sentem de fato. Os dois têm diferentes pesos para carregar, seja ser a rainha que irá unir o povo, ou o rei que se perde dentro de si mesmo.

O papel da mulher na sociedade

Nesse ponto a Agatha aka Lady Danburry nos traz diversos questionamentos, saber o seu passado também é um grande presente para os fãs. Ela foi criada para se casar, a ensinaram a gostar apenas daquilo que o futuro marido gostava, ela sempre foi apenas uma espécie de objeto. E quando ela tem um gostinho da liberdade de ser ela mesma, nunca mais vai conseguir voltar para o casulo de um casamento. 

“Era uma rainha. Era mais do que uma pessoa. Era um símbolo. Já sabia disso antes, naturalmente, mas só naquela noite, ao ver tudo com os próprios olhos, compreendia as implicações disso. Ela tinha poder. Um mero acaso, um acidente de  nascença como George já dissera. Ou talvez fosse um acidente matrimonial. De um modo ou de outro, ela tinha poder e estava na hora de usá-lo."

É para suspirar e rir também

Nós sabemos que Charlotte e George se amam, mas até eles darem o braço a torcer nós temos passagens muito engraçadas, entre amor e ódio, dias ímpares e pares e até mesmo respiração, o final do livro deixa nosso coração quentinho. 

“- Detesto tudo nele – continuou Charlotte. – Detesto seu rosto ridículo. Detesto sua voz. Detesto o modo como respira.

Hein? Agatha arqueou as sobrancelhas. Aquilo não era um pouco demais?

- Vossa Majestade não pode estar...

- É insuportável! – exclamou Charlotte. – Eu não aguento...Ele... Uf puf uf uf puf uf.

Agatha fitou-a aterrorizada. A rainha se sacudia como se tivesse sido possuída por cordas de marionete.

- Vossa Majestade... está se sentido mal? – perguntou Agatha, com cautela.

- É assim que ele respira! – Charlotte praticamente berrou.”


Abaixo fiz um breve duelo livro vs série que indico apenas para quem já maratonou, ou quem não se importe com spoilers.

É uma adaptação muito fiel, tem passagens exatamente iguais. A leitura é como uma versão estendida, com bônus e extras da série. Eu assisti primeiro e depois li o livro, e não faz nenhuma diferença, quem gostou de assistir vai amar a leitura e vice e versa. Separei alguns trechinhos que são iguais:



“- Sou uma dama em apuros – retrucou – O senhor se recusa a ajudar uma dama em apuros?

- Sim, me recurso quando a dama em apuros está tentando pular um mudo para não se casar comigo.”


 “ – É curioso encontra-la por aqui- disse ele.

Ela começou a rir. Mas aís ele a olhou com uma expressão que ela raramente via em seu rosto nos últimos tempos. Sóbrio, sério, mas ainda cheio de amor.

- Você não pulou o muro – disse ele.

Ela sorriu. 

- Não, George. Eu não pulei o muro.”




O maior bônus do livro: Brismely

Na série nós o conhecemos e ele tem um papel fundamental, mas não estamos ‘na cabeça’ dele, saber como ele conseguiu essa posição, ver toda sua aflição para ajudar a rainha e conseguir manter seu posto, além do relacionamento dele com o Reynolds, é muito legal. 

“Sou sua sombra, pensou ele com histeria crescente. Com a diferença de que sou baixo e branco como uma vela e a senhora é alta e gloriosa, com a pele cor de um carvalho majestoso.”

Tem na série | Não tem no livro

💟Não tem a relação da Lady Danburry com o pai da Violet. Aliás, no livro não temos a jovem Violet a matriarca dos Bridgertons. Assumo que a relação da Lady Danburry com o pai dela me incomodou um pouco na adaptação. 

💟Não tem Lady Danburry e Violet no "presente”, na adaptação temos vários diálogos e uma grande aproximação entre a Violet e a Lady Danburry. A Violet inclusive busca companhias masculinas, depois de tanto tempo sendo viúva, isso não tem no livro.

💟Na série temos algumas idas e vidas, entre o ‘presente’ na linha do tempo Bridgerton e o passado, já no livro temos apenas uma crônica da Lady Whistledown no início e o último capítulo com passagem no tempo.

Tanto o livro quanto a série funcionam muito bem. Gostei muito tanto de ler quanto de assistir, ler já imaginando os atores é bem legal e o casting foi impecável, a leitura ficha fechadinha, mas a série tendo mostrado muito a Violet, ficou um gostinho de quero mais.

– Não quero você – disse ela.

- Mentirosa. 

- Muito bem. Não quero querer você.”

sábado, 23 de julho de 2022

Resenha: A srta. Butterworth e o Barão louco / Julia Quinn

Um presente para quem ama os livros da Julia Quinn, um romance de época em quadrinhos com ilustrações lindas demais, super divertidas e 100% góticas.

Peste. Ataque por javali, ataque por pombos famintos, canibalismo, envenenamento, assassinato, pernas quebradas e isso é só um pouco do que temos nessas cento e pouco páginas, pode apostar que você nunca leu um romance de época tão inusitado quanto esse e claro, muito divertido. 

Quem já leu todos os livros da série dos Bridgertons ou o quarteto Smythe-Smith ou mesmo a trilogia Bevelstoke com certeza ficou morrendo de curiosidade para ler o que as mocinhas dos livros estavam lendo, o romance best-seller, um romance gótico, onde acontecem coisas muito doidas, surpreendentes e um pouco macabras com a mocinha, o livro 'A srta. Butterworth e o Barão louco' diretamente das páginas dos outros livros agora está nas nossas mãos. 

É exatamente um livro que está presente em outros livros, foi um livro ficcional, mas que devido a grande curiosidade dos leitores, a Julia resolveu transformar em um romance em quadrinhos para trazer a história para a vida real. E é muito divertido saber todos os detalhes dessa história que os personagens de outros livros já discutiram, criticaram ou defenderam os acontecimentos. 


No livro '10 coisas que eu amo em você' o livro 3, da trilogia Bevelstoke descobrimos o personagem que é o autor dos romances góticos no ‘Juliaverse’, esse é um dos meus livros favoritos da Julia. E fica ainda mais legal ler os quadrinhos sabendo qual personagem a Julia imaginou os escrevendo.

Agora falando um pouco sobre a srta Butterworth, sabe uma vida sofrida? É a vida dela, o que mais de doido que você possa pensar, acontece com ela, seja perder familiares por causa da peste, ser atacada por um javali, ser atacada por pombos, viver um momento de 'cinderela,' onde se torna escrava de parentes distantes, fugir, cair de árvores, quase cair de um precipício e se envolver com um barão louco.

Falando no barão, a vida dele também não estava lá muito certa, boatos de que ele havia assassinado a própria esposa ou que ela havia enlouquecido por causa dele, seu passado também não era muito feliz, perdeu muitos membros da família de formas bem tristes para dizer o mínimo.

Mas a srta Butterworth é muito esperta e inteligente, não se deixa enganar, ela, depois de uma fuga acaba chegando na casa do barão, sem saber dos boatos e consegue um emprego de dama de companhia, o que ela não poderia imaginar é que acabaria salvando a vida do barão diversas vezes, já que temos um parente golpista nessa trama também e nada melhor que uma mocinha destemida para acabar com uma grande farsa. 

O barão esconde um lado fofinho através da armadura da tristeza, um carrancudo que tem sonhos românticos e ama animais.

 Já na capa, a gente sabe que os dois vão ficar juntos, até porque antes de ser gótico, esse é um romance de época afinal!

Vale muito a pena se divertir através das páginas desse romance em quadrinhos e se sentir pertinho das protagonistas de diversos outros livros da Julia.

domingo, 21 de novembro de 2021

Resenha: Indomável / Julia Quinn

 Os romances de época falam de amor e todo mundo sabe disso, em “Indomável”, Julia Quinn nos mostra que qualquer que seja o tipo de amor que estivermos falando é necessário se ter confiança. Henry e Dunford vão aprender que para se amarem verdadeiramente irão precisar antes de tudo confiar um no outro.

“Nem sempre é preciso beijar muitos sapos para reconhecer um príncipe quando o encontramos.”

“Indomável” é o terceiro e último livro da trilogia Damas Rebeldes. Em todos os três livros temos mocinhas muito decididas e que irão enfrentar qualquer pessoa ou norma social para obterem a vida que elas merecem ao lado de parceiros que irão apoia-las em toda a sua rebeldia. 

Henrietta Barrett, a mocinha que prefere ser chamada de Henry, é uma das personagens femininas mais fora dos padrões da época criada pela Julia, além de preferir um nome que é classificado como masculino por não gostar de “Henrietta”, ela também prefere usar calças à vestidos e além disso administra (muito bem, por sinal), uma propriedade na Cornualha. Seu plano de vida é continuar levando esse tipo de vida, ela não sonha com casamento ou bailes, ou melhor, tem zero experiência no que tange as regras sociais. O que a torna uma personagem muito divertida, porque ela é muito franca e fala tudo o que nós leitores as vezes temos vontade de falar ao ler o livro. 

William Dunford, a quem já fomos apresentados nos livros anteriores da série (mas que não tem problema conhecê-lo a partir desse livro), é um solteiro convicto e libertino aclamado pelos demais membros masculinos da sociedade, porém ele é muito gentil e divertido, sabe ser um bom amigo. Ele herda um título e uma propriedade lá na Cornualha e isso é o início do fim de todas as suas convicções sobre a solteirice. No combo da herança, ele recebe também uma tutelada, que é ninguém menos do que a Henry. 

Henry, quando o olha já sente algo diferente, além das botas super chiques, ela não consegue entender muito bem o que sentiu, ora ele é só um estranho que quer roubar seu lar, né? Enquanto Dunford ao mesmo tempo que fica espantado ao descobrir que Henry na verdade é a Henry, ele sente uma enorme admiração e algo mais que não consegue explicar. 

As cenas do Dunford e da Henry na Cornualha são muito divertidas, além de serem bem diferentes devido a criação, Henry também arma um plano acreditando que Dunford venderia a sua amada propriedade, ou pior, que ele quisesse morar ali, ela decide que irá mostrar a ele que a vida no campo é péssima, desde acordar cedo demais ou ter que comer mingau por falta de melhores opções. 

Mas quando Dunford recebe uma documentação que afirma que Henry é sua tutelada, ele sente uma grande responsabilidade em suas costas, que errou em passar semanas com ela ali sem uma acompanhante e que ele deverá fazer qualquer coisa para garantir que ela seja feliz, nem que seja arranjando o marido adequado para ela. 

Quando eles partem para Londres, os dois já nutrindo sentimentos um pelo outro, mas sem dar o braço a torcer, eles irão perceber que o que mais buscam pode já estar do seu lado e eles nem perceberam ainda, mas que antes de se entregar ao amor verdadeiro eles precisam confiar um no outro.

E não vai ser fácil, quando a gente pensa que o livro já está no fim e que agora só falta o “viveram felizes para sempre” teremos uma reviravolta, que vai ser um grande obstáculo para que ambos se entreguem ao amor. 

“- Preciso ir, Hen. Você me superou de longe na arte do flerte. Estou correndo o sério risco de perder meu coração.

- Espero que já o tenha perdido – disse ela, vendo-o ir na direção da porta aberta.

Dunford se virou, com os olhos ardentes de emoção.

- Eu não perdi, eu o entreguei a certa mulher para que tome conta.”

Em toda essa trilogia, além do amor, das cenas muito divertidas e das damas rebeldes, a Julia também nos mostra em como os laços de amizade são importantes nas nossas vidas. Henry vivia sozinha na Cornualha, sem ter amigos para rir junto ou fofocar, foi muito legal ver ela ao lado da Emma e da Belle, descobrindo as tais regras sociais: o que pode falar, como se portar, qual tipo de roupa usar, mas no final elas se tornaram amigas devido as diferenças, a não aceitação de olhos fechados de todas essas regras, ao fato de que elas podem ser elas mesmas ao lado uma da outra e que podem confiar uma na outra. 

Ah, para os fãs de Bridgerton, já aqui temos referências a abelhas, a Julia Quinn desde o início da sua carreira gosta que elas tenham uma participação em suas histórias e "Indomável" já é um pontapé para o papel principal, eu diria, que elas terão em "O visconde que me amava", livro 2 da série dos Bridgertons. 


Resenhas dos outros livros da série: 

Esplêndida - A história de Emma

Brilhante - A história de Belle

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Resenha: Esplêndida / Julia Quinn

O que você espera encontrar em um romance de época? Eu espero uma história apaixonante, com um casal que a princípio tinha tudo para se odiar, mas acabam se apaixonando, tem que ter algum problema também, algo que eles tenham que resolver, já que amor nunca é fácil, pode ter uma ou outra cena caliente, ah, uma boa dose de humor e a mocinha tem que ser frente de seu tempo, podendo até mesmo sair no soco com assaltantes e por fim tem que me fazer suspirar com o coração quentinho no final. Pois bem. Esplêndida tem tudo isso e mais, uma dama rebelde que não buscava o amor, mas que quando o encontra é inevitável não se entregar.


Julia Quinn foi a primeira escritora de romances de época que eu li, eu tinha preconceito com romance de época, até ler e me apaixonar. Li por acaso o livro da Eloise da série dos Bridgertons, depois desse nunca mais parei, estou contando isso porque ‘Esplêndida’ é o primeiro livro que a Julia escreveu, então assumo que não esperava muito, mas estou feliz em assumir que estava completamente errada. É Julia em sua essência e esplendor, tem tudo que um leitor antigo dela pode esperar, ao mesmo tempo em que é o livro perfeito para iniciar a ler romances de época.

Emma Dunster é uma jovem americana, que não sonha em se casar, o sonho dela é administrar os negócios do seu pai, mas infelizmente os costumes da época não permitiam as mulheres serem líderes de negócios, mesmo que sejam mais habilidosas com os números do que os homens. Para agradar o seu pai, ela vai passar uma temporada em Londres com a tia e os primos, ela pensa que vai ser rapidinho e logo logo estaria de volta em sua terra, mas ela não poderia estar mais enganada...

O duque de Ashbourne ou Alexander Ridgely ou ainda Alex para os íntimos é um solteirão convicto. Ele não pensa em casar num futuro próximo, ele almeja se casar bem velho e ter um casamento protocolar apenas com o objetivo de gerar um herdeiro, depois de alguns traumas, ele não acredita no amor verdadeiro, até que certa americana cruza o seu caminho.

Emma no belo dia da sua festa de apresentação a sociedade está completamente entediada, então junto com sua prima, se veste de criada para ajudar nos afazeres da cozinha, ocorre que, ela precisa ir comprar ovos e no meio do caminho, ela acaba salvando um menininho de ser atropelado, ela não poderia imaginar que o tio do menino, era um duque, e depois de muitas trocas de olhares e um beijo ardente, eles se despedem.

A descoberta por Alex de que Emma estava vestida de criada é apenas o início de uma série de descobertas que um faz sobre o outro, que aos poucos vão se sentindo cada vez mais atraídos, mas será que irão ceder? Nenhum dos dois sonha em se casar, mas o casamento é a única forma de ficarem juntos....

As implicâncias do Alex e Emma são muito divertidas, assim com as famílias dos dois fazendo planos para que o casamento fosse inevitável, eu ri a bessa. Além da história da Emma que é a principal, também conhecemos a protagonista do segundo livro, a Belle e ela está envolvida com algumas cenas de ação e suspense.

Emma e Alex não imaginavam que o amor pudesse assumir diferentes formas, eles achavam que o amor era aquilo que lhe contavam, até o momento em que eles vivem o amor e percebem que não podem viver mais sem usufrui-lo todos os dias.


“Você está com medo. É muito mais fácil se fechar para as pessoas do que amá-las. Se você mantiver o coração atrás de um muro, ninguém será capaz de se aproximar o bastante para derrubá-lo, certo?”

Esplêndida é o primeiro livro da trilogia 'Damas Rebeldes', os livros seguintes são:

2- Brilhante - história de Belle

3- Indomável - história de Henry

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Resenha: Dez coisas que eu amo em você / Julia Quinn


Dez motivos para você ler esse livro: um, é o último da trilogia, dois, o Sebastian que conhecemos no segundo livro é explorado nesse, três, o Sebastian é incrível, quatro, Annabel é uma mocinha nada convencional, cinco, risadas são garantidas, seis, um segredo muito importante e de reconfortar o coração é relevado, sete, tem frases como ‘os raios oblíquos da luz da alvorada’, oito, já falei o Sebastian?, nove, um final feliz delicioso, dez, as vezes os mocinhos precisam ser salvos.

‘Dez coisas que eu amo em você’ é o último livro da trilogia Bevelstoke e finalizou de uma forma maravilhosa. Eu me apaixonei por esse livro de verdade. Sebastian e Annabel tem uma química deliciosa, não é forçado, o amor deles acontece e flui sem que eles mesmos percebam e é muito legal mergulhar junto com eles nessa descoberta.

Annabel Winslow está desesperada, seu pai falecera e deixara sua família em apuros, eles eram muitos e logo precisavam de muito dinheiro para se sustentar, isto que estava muito em falta. Ela tinha a chance de mudar tudo isso e garantir que seus irmãos estudassem nas melhores escolas. Para isso ela precisava se tornar uma condessa, nada mal né?

Só que o conde em questão, que buscava uma noiva com o único objetivo de ter um herdeiro, era o caquético e horripilante conde de Newbury, ele faria de tudo para que conseguisse ter um herdeiro e assim o seu título não passasse para um certo sobrinho. Após uma investida abusada do conde, Annabel foge para um busque e não espera encontrar ninguém por lá, ela não poderia estar mais enganada.

Sebastian Grey, que conhecemos no primeiro livro, primo do Harry, estava vivendo a sua vida normalmente, ele sempre fez tudo o que desejava, mesmo sem um título, sua beleza abria muitas portas e assim ele nunca era deixado de ser convidado para uma festa. Ele tinha uma má fama, que em sua opinião não condizia com a realidade, já que ele nunca havia seduzido uma jovem debutante, mas a sociedade de Londres o aceita devido a mais um motivo: ele é o sobrinho do conde de Newbury e irá herdar o título caso o conde não consiga um herdeiro. Logo as matriarcas o viam como uma aposta arriscada. Numa bela noite, após um encontro num bosque, ele não esperava que uma dama iria tropeçar em sua perna.

Annabel fugiu como se não houvesse amanhã, ela uma moça do campo não sabia lidar com essa sociedade, onde ninguém nunca queria dizer o que realmente dizia, era difícil a convivência. Depois de tropeçar na perna de um homem misterioso, incrivelmente bonito e sedutor, ela percebe que aceitar a investida do conde fará a sua família ficar confortável, mas fará com que ela seja infeliz e nunca iria sentir tudo o que sempre sonhara e de súbito, como aquele homem que nunca poderia ser dela ali na escuridão do bosque, ela pede que ele lhe beije.

Sebastian fica intrigado com aquela jovem misteriosa, mas claro que atendeu a vontade dela. Ela tinha um corpo perfeito.

Podem imaginar que depois que eles descobrem a identidade um do outro tudo se complica. Sebastian esconde ainda um segredo, escondido a sete chaves de seus pares e de toda a sociedade, mas que nós leitores descobrimos e compactuamos com ele desde as primeiras páginas. Annabel fica perdida, se sentiu muito atraía por Sebastian, mas ele não queria nada com ela, e o pior era o tal sobrinho do conde, que grande confusão.

Ao longo das páginas conhecemos melhor tanto Annabel quanto Sebastian, e o livro inteiro é delicioso, nos faz rir, nos deixa aflito e com raiva em alguns momentos e nos faz acreditar no amor, nada melhor do que amar e ser amado, não é mesmo?



Confira as resenhas dos livros anteriores:

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Resenha: O que acontece em Londres / Julia Quinn


Nesse segundo livro da trilogia Bevelstoke, Julia Quinn nos tira muitas gargalhadas enquanto conhecemos a história de amor do Harry e Olívia e descobrimos o que acontece em Londres.

Harry nunca foi amado pelo pai e sempre ignorado pela mãe, ele resolveu se alistar no exército. Como tinha muita facilidade com idiomas ele acabou conseguindo um emprego no departamento de guerra, traduzindo documentos (muitas vezes sigilosos). A única pessoa que lhe deu atenção, apesar de ter sido muito rígida com ele, foi sua avó russa, isso que o fez aprender o difícil idioma.

Olivia estava em Londres para mais uma temporada, agora que sua melhor amiga havia se casado com seu irmão, não tinha uma pessoa sensata para frear seus impulsos de dizer o que lhe vem a cabeça, suas amigas de agora só pensam em fofocas... Mas quando a mais nova fofoca chegou aos seus ouvidos sobre o seu misterioso vizinho, ela ficou atenta, já que rumores indicavam que ele havia assassinado a noiva! Ela precisava averiguar essa história, certo?

Ela decide então espionar seu vizinho, ninguém menos que Harry. E vamos acompanhando a vigília dela, o rapaz passa muito tempo sentado lendo documentos, mas também faz coisas estranhas com um chapéu esquisito ou queima papéis numa correria... será que os rumores eram reais?

O que ela não poderia imaginar era que ele havia percebido que estava sendo espionado. E ficou se perguntando o porquê do interesse da jovem nele, mas as coisas tem uma reviravolta repentina quando o chefe de Harry pede que ele fique de olho em ninguém menos que Olívia! Um certo príncipe russo estava na cidade e segundo a inteligência ele poderia estar envolvido numa conspiração, logo Harry precisava proteger a moça e principalmente colher informações sobre o tal príncipe.

O que será dessa dupla espionagem? Posso garantir que risadas não vão faltar e também um final digno de suspenses para descobrirmos o final feliz dos dois.

Quando eu acho que a Julia Quinn não pode me fazer apaixonar por mais um casal de um romance de época, ela vai lá e me surpreende.

Olivia e Harry me conquistaram aos poucos, ambos gostam de viver no seu universo particular, seja Olivia criando listas na sua cabeça ou Harry com suas traduções. Ela começou a espiona-lo devido a um boato, sendo seu vizinho, ela sentiu o dever de saber se o tal boato era real, e por que não espiona-lo? Ele percebeu desde o primeiro momento que estava sendo espionado. Temos cenas na janela muito memoráveis.

Quando a chegada de um príncipe russo os aproxima mais, muitas cenas engraçadas me fizeram rir muito.Eu nunca achei que minha barriga iria doer de tanto rir com alguém lendo um livro em cima da mesa, sério.

Eu amei todas as páginas que levaram eles a se apaixonar, não foi amor a primeira vista, foi um amor construído. E ainda tem um final eletrizante!



Confira a resenha do primeiro livro da trilogia: História de um grande amor

domingo, 15 de março de 2020

Resenha: História de um grande amor / Julia Quinn


Julia Quinn também conhecida como a rainha dos romances de época nos faz sempre mergulhar em histórias de amor que nos fazem suspirar e sonhar. Em ‘História de um grande amor’, Julia nos apresenta um dos tipos de amor mais difíceis: o amor não correspondido.

Quantas vezes você já disse eu te amo? Para uma pessoa que não seja da sua família ou amigos? Turner havia dito apenas uma vez e isso destroçou sua vida. Ele se apaixonou e se casou com aquela que ele imaginara que seria a mulher perfeita, ele não podia estar mais errado. Seu casamento foi um desastre e tudo o que ele sentia no enterro de sua esposa era alívio. Ele fica desacreditado no amor.

O que Turner não sabia era que havia uma moça apaixonada por ele por muitos anos.

Por volta de dez anos atrás, Miranda, ainda uma criança, melhor amiga de Olivia (irmã do Turner), vivia na casa da amiga, já que seu pai não lhe dava muita atenção e os Bevelstoke, adoravam a companhia que Miranda fazia a sua filha. Acontece que Miranda não era o que podemos chamar de bonita aos olhos dos exigentes padrões da sociedade inglesa, ela tinha olhos muito grandes, pernas muito longas e cabelos castanhos, nada que atraísse muitos elogios. O fato é que Miranda era muito inteligente e observadora, ela já entendia seu lugar e não se importava muito.

Após um incidente envolvendo fitas no aniversário de Olivia, Turner fica encarregado de levar a pequena Miranda em casa e é quando ela se apaixona, se apaixona pelo jeito descontraído dele, por sua risada, por seus olhos azuis e principalmente por ele ter a enxergado como ninguém nunca antes havia feito, ele a aconselha a escrever um diário e logo na primeira folha havia a frase: "hoje eu me apaixonei".

Avançando 10 anos para o fatídico velório, Miranda percebe que Turner está aliviado, ela viu ao longo desses anos como o casamento mudara o jeito dele, já que sorrisos não eram mais constantes, ele se tornara um homem taciturno, ela sempre se perguntava o porquê, uma certeza que ela tinha era que o sentimento que nutria por ele foi crescendo cada vez mais ao longo desses anos.

Uma noite quando Miranda e Turner se encontram sem querer na biblioteca dos Bevelstoke, e um beijo acontece, as coisas começam a mudar. Miranda percebe que o que sente por ele tem facetas que ainda não conhecia e Turner apesar de se sentir mal por ter beijado ela, começa a olhar diferente e sentir uma atração que não entende por Miranda.

A temporada em Londres, de Miranda e Olivia, foi tudo o que imaginam, Olivia com uma enorme quantidade de pretendentes e Miranda sendo sua sombra e segurando a língua afiada da amiga.

E como em toda boa temporada em Londres, surge um convite para que as moças passem uns dias na casa de campo de uma das famílias, e muitas coincidências fazem com que durante uma gincana na casa de campo Turner e Miranda acabem ficando na mesma dupla e uma chuva faz com que tenham que se abrigar numa cabana isolada, eles estão molhados e precisam se secar próximos ao fogo, bem, não é muito difícil imaginar o que aconteceu, né não?

Miranda sente que vive o melhor momento de sua vida, percebe que ansiava por coisas que nem fazia ideia da existência. Enquanto Turner não entende nem um pouco o que está sentindo, seria possível que fosse aquilo com a letra a? Ele resolve sumir por uns tempos mesmo sabendo de sua obrigação de cavaleiro junto a Miranda.

“Tudo que Turner queria era um descanso. Seria pedir demais? Um descanso de ter que pensar em qualquer outra pessoa que não fosse ele mesmo. Um descanso de ter que se importar, de ter que proteger o coração contra mais um golpe. Seria egoísmo demais?”

Ela por outro lado se vê perdida. Ela o amava com todas as suas forças, mas não queria ser uma obrigação para ele, queria ser retribuída e não um fardo. Será que eles vão conseguir se entender? Será que o final feliz de ambos é realmente um ao lado do outro?

“Ele não a queria. Doeu quando a verdade cruel enterrou suas garras no peito dela. Ele não a queria, mas ela ainda o desejava ardentemente, e isso sim doía. Uma dor física, como se alguma coisa de fato a apertasse por dentro.”

Ao lado de Miranda e Turner percebemos que o amor nunca é fácil. Como diferenciar o amor de uma atração ou de uma paixão avassaladora, ou sempre é tudo misturado e confuso? A verdade é que não há regras, o amor nos faz sorrir, nos faz chorar, nos faz sentir e pode confiar que nessa leitura você irá conseguir passar por uma montanha russa de emoções.

'História de um grande amor' foi o primeiro livro lançado da trilogia 'Bevelstoke', que é composta também pelos livros na seguinte ordem: 'O que acontece em Londres', livro 2 que foi lançado agora no mês de março e o livro 3 'Dez coisas que eu amo em você', que tem previsão de lançamento para maio. Os livros seguem as história de amor dos irmãos Bevelstoke, o livro dois será da Olívia, melhor amiga da Miranda.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Resenha: Um cavalheiro a bordo / Julia Quinn


Julia Quinn escreve histórias de amor capazes de nos encantar desde a primeira página, que nos fazem dar gargalhadas e deixam o coração quentinho no final, ah, quem não ama se apaixonar?

Poppy Bridgerton nunca foi uma mocinha convencional, muito curiosa e sempre com uma resposta pronta para qualquer pergunta, estava muito cansada de temporadas em Londres. Não que não tivesse tido propostas de casamento, era só que ninguém havia despertado seu interesse de verdade.

Ela decide passar um tempo com sua amiga Elizabeth em Charmouth, Dorset e isso não tem nada a ver com o fato de lá ter cavernas que ela poderia explorar...Depois de despistar a sua aia, ela consegue enfim chegar às misteriosas cavernas. O que ela não poderia imaginar era que aquele lugar era o esconderijo de contrabandistas.

E a pequena aventura de Poppy se torna uma verdadeira catástrofe quando ela é sequestrada e levada ao navio Infinity.

Andrew James Rokesby é um homem que sabe guardar segredos, esconde de sua família que trabalha secretamente para a Coroa britânica, esconde para a tripulação de seu navio que é um Rokesby e transporta segredos sem nem ao menos saber quais são.

Quando ele descobre que uma mocinha havia descoberto a localização da caverna que ele utilizava para guardar documentos secretos, ele não vê outra opção a não ser levar a tal mocinha a bordo até Portugal, para que a missão não seja um desastre. Acontece que ele não sabia que a tal mocinha era uma Bridgerton.

E o mais inusitado é a sintonia quase instantânea de Poppy e Andrew, os dois pensam muito rápido e vão implicando um com o outro o tempo todo. Nunca haviam encontrado um oponente a sua altura, e conforme os dias de Poppy confinada no quarto do capitão vão passando, ela começa a sentir que pode ser que esteja sentindo algo que ainda não entende pelo misterioso capitão, enquanto Andrew que apesar de todos os segredos sente que Poppy desvendou a sua alma, será que isso era amor?

“Às vezes o capitão lhe causava esse efeito. Confundia seus pensamentos, embaralhava suas palavras. Ela, que tanto se orgulhava de suas habilidades retóricas, de seu suprimento interminável de sarcasmo e astúcia, ficava sem fala. Sem nada inteligente para dizer, pelo menos, o que era muito pior.”

Você achou que um livro que se passa grande parte dentro de um navio vai ser entediante? Achou errado! Conforme vamos conhecendo os personagens, vamos nos encantando por eles a cada página torcendo para que dê tudo certo e eles fiquem juntos.

A vantagem dos romances de época e nos tirar da nossa realidade, nem sempre composta de finais felizes e nos fazer sonhar, ver estrelas a bordo de um navio ao lado de um improvável sequestrador que é também quem faz você se sentir quente só de pensar.


“- Agora me diga o que está sentindo – disse ele ao pé do ouvido dela.
- O vento.
- E o que mais?
Ela engoliu em seco. Umedeceu os lábios.
- O sal no ar.
- O que mais?
- O movimento, a velocidade.
A boca dele chegou ainda mais perto.
- E...?
Então ela disse a primeira coisa na qual havia pensado, aquilo que sentira de forma mais intensa desde o início.
- Você.”

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Resenha: Um marido de faz de conta / Julia Quinn


Julia Quinn é conhecida como a rainha dos romances de época, em seus livros podemos ter certeza de encontrar uma bela história de amor que nos fará suspirar em meio de muitas risadas, que também sempre estão garantidas, tudo isso envolto, é claro, de um final feliz.

Em meio de tanta notícia ruim dos últimos tempos, se perder num romance de época é a minha dica, a maioria dos nossos seguidores curte mais romances policiais, suspenses e thrillers e de antemão eu deixo aqui o convite a quem nunca deu uma chance aos romances de época, eu mesma alguns anos atrás tinha um super preconceito e comecei a ler Julia Quinn totalmente por acaso, a Editora Arqueiro me enviou o livro errado e bem, tendo o livro em mãos fui forçada a dar uma chance e me apaixonei, hoje já conheço várias escritoras e seus estilos e minha favorita é a Julia Quinn.

“Um marido de faz de conta” é o segundo livro da série Os Rokesbys, na qual vamos descobrindo a cada livro como um dos Rokesby se apaixona, no primeiro livro “Uma dama fora dos padrões” tem resenha aqui, a gente ouviu falar de um tal Edward Rokesby, ele havia ido junto com o exército para a América e sua família não tinha informações sobre ele fazia algum tempo, será que estava tudo bem como ele?

Cecilia Harcourt nunca teve uma vida perfeita, morando no interior da Inglaterra, ela não frequentava bailes e já havia se resignado a ser uma solteirona, durante toda vida cuidou do pai e do irmão, Thomas, ele que havia viajado para a América para lutar na guerra pela defesa dos interesses da Coroa inglesa, a única diversão de Cecilia se resumia a trocar cartas com o seu irmão. Quando o pai deles falece e Cecilia recebe uma carta informando que o seu irmão havia se ferido na guerra, ela não vê outra opção a não ser seguir sozinha para a América, já que um parente distante iria herdar toda a propriedade caso seu irmão não desse sinal de vida, e sendo assim o que seria dela?

Chegando do outro lado do Atlântico, Cecilia percebe que encontrar o seu irmão não seria uma tarefa fácil, em suas buscas por ele, ela esbarra com o leito de Edward Rokesby, o melhor amigo de Thomas, ele estava precisando de cuidados especiais, o que a enfermaria abarrotada de doentes não poderia oferecer, quando ela tenta se aproximar para cuidar dele, recebe a notícia de que apenas familiares podem ficar junto dos feridos, e nesse momento usando a mesma coragem que a fez cruzar todo um oceano sozinha, ela diz que é esposa de Edward.

A partir dai, Cecilia, ou melhor, Sra. Rokesby vê novas portas se abrindo, já que ser esposa do filho de um conde é muito mais relevante do que ser apenas uma irmã de um soldado, o problema é: o que fazer quando Edward acordar? Mas no momento em que ele acorda e olha nos olhos de Cecilia proferindo o seu nome, ela fica ainda mais enrolada na mentira, pois ele perdera parte de sua memória e Cecilia vê com isso uma oportunidade de continuar as buscas pelo irmão.  Os dois nunca haviam se conhecido pessoalmente, mas em suas cartas para o Thomas, Cecilia e Edward começaram a se corresponder, falando sempre de fatos corriqueiros, mas conversando cada vez mais, Cecilia nunca iria assumir mas desenvolvera uma paixão secreta pelo melhor amigo do irmão, Edward por outro lado, negaria até a morte que fica admirando escondido do melhor amigo, um retrato de sua irmã, será que é possível se apaixonar por alguém que você nunca conheceu pessoalmente?

Enquanto os dois vão se conhecendo, ele acreditando que se casara por procuração e ela se agarrando ao ideal de que os fins justificam os meios, mentindo para tentar achar seu irmão, ela percebe que seria um sonho se realmente fosse a Sra. Rokesby e ele se sente cada vez mais confortável com o título de homem casado, apesar de sentir que algo não se encaixava. Muitas mentiras, personalidades fortes e uma paixão avassaladora fazem desse segundo livro da série um delicioso romance, e dá vontade de gritar: “ei contem a verdade de uma vez! Vocês se amam.”, mas quando se trata de amor verdadeiro nada nunca é tão simples e fácil, a vida real que nos diga, né não? Haha



quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Resenha: Uma dama fora dos padrões / Julia Quinn


Julia Quinn é a rainha dos romances de época, pegar um de seus livros é ter como certeza que você irá rir muito, torcer por uma mocinha a frente de seu tempo e por um romance improvável. O primeiro livro dos Rokesbys, que trás certa família já conhecida pelos leitores da Julia, faz com ao terminar a leitura já fiquemos contando os dias para o próximo lançamento.

Em primeiro lugar vamos dar uma salva de palmas para a lindeza que é essa capa da Editora Arqueiro, ficou incrível!

Billie Bridgerton nunca ligou muito para os padrões sociais, sempre foi uma alma livre, desde criança se aventurava pelos campos ao lado de seus dois melhores amigos Edward e Andrew Rokesby, ser uma menina nunca a impediu de fazer nada, ao crescer começou a ter uma responsabilidade quanto ao cultivo das plantações da propriedade da família, mas nunca criou juízo suficiente para não entrar em enrascadas, como ficar presa em um telhado.

George Rokesby sempre foi o certinho da família, o mais velho, o herdeiro, ele não tinha tempo de correr por ai, tinha que aprender, estudar, pois em breve teria que administrar tudo, sendo assim ele era visto pelos irmãos mais novos e por Billie, como chato e sério, até mesmo como irritante, e ele será o salvador de certa mocinha presa em um telhado.

Billie já havia avaliado todas as opções, e finalmente percebeu que subir numa árvore para salvar um gatinho e acabar torcendo o pé e ficar presa num telhado não havia sido uma de suas melhores ideias e quando ela avista um homem andando não hesita em gritar por ajuda, ela não imaginava que o tal sujeito, era George, a última pessoa que ela queria encontrar estando naquela situação.

Depois de uma confusão, acabam Billie e George presos no telhado, e o medo que ambos têm é que dependendo do tempo em que tivessem que ficar ali e de quem os encontrasse, não restaria outra opção a não ser o casamento.

Eles conseguem sair dessa enrascada, depois de nos fazerem rir bastante, mas esse momento em que ficam sozinhos no telhado faz com que eles comecem a olhar um para o outro de maneira diferente, ambos ficam confusos, já que Billie sempre achou que se casaria com um dos irmãos do George, seria o mais lógico, enquanto George nunca viu Billie como uma mulher, ela era simplesmente Billie.

Quando um dos irmãos de George desaparece nas colônias da América, ambas as famílias ficam desesperadas, George se sente impotente, nunca poderia ir arriscar sua vida pelo país, já que deveria se manter vivo para cuidar do legado da família. Billie também se sente impotente e sabe que a vida que leva não poderá durar para sempre, ela não herdaria a propriedade da família, um dia ela vai ter que largar todo o seu trabalho na propriedade para seu irmão, o herdeiro de tudo.

Conhecem certa música da banda Melim, que tem o seguinte trecho: ‘Só ouvi dizer que quando arrepia já era’, então, as coisas ficam muito arrepiadas para os dois, mas será que eles irão abrir mão do orgulho e se entregar ao arrepio? Será que vão perceber que tem mais em comum do que poderiam imaginar e que se sentem impotentes quanto ao que o futuro lhes reserva?

Julia foi a primeira escritora de romances de época que li e depois de já ter lido várias outras, ela continua sendo minha favorita, seus livros têm uma leveza incrível, são gostosinhos de ler e fazem a gente suspirar e voltar a acreditar no amor verdadeiro.

Ah, tem uma bela surpresa para os leitores da família Bridgerton, envolvendo a origem de certo taco da morte.



domingo, 8 de outubro de 2017

Resenha - Como se casar com um Marquês - Julia Quinn



Duologia Agentes da Coroa - Livro II 






James Sidwell, o Marquês de Riverdale, foi convocado para ajudar sua tia que esta sendo chantageada , assim ele assume o papel de um simples  administrador de fazenda para investigar .James, suspeita que Elizabeth seja o chantagista no início, mas logo descobre que ela está realmente na busca de um marido depois de descobri-la com o livro. Intrigado com jovem atraente e com o pequeno livro de regras ele se oferece galantemente para ajudá-la a encontrar um marido .Mas quando a prática se torna muito perfeita, James decide que há apenas uma regra que vale a pena seguir - que Elizabeth se case com seu marquês. Quando Elizabeth e James se aproximam, ela deseja mais do que nunca seguir seu coração e se casar com o pobre James.


Elizabeth Hotchkiss é uma jovem  filha de um barão. Ela cuida dos quatro irmãos e trabalha para Lady Danbury . Após a morte de seus pais ela passou os últimos cinco anos se sacrificando para poder manter os irmãos unidos e alimentados ,mas agora o pouco dinheiro esta acabando. Elizabeth,percebe que deve se casar em breve, devido à falta de fundos necessários para a sobrevivência de sua família, bem como a necessidade de enviar seu irmão para Eton, como as gerações de sua família já fizeram. 
  
Enquanto Elizabeth procura um livro para ler para Lady Danbury, ela encontra um livro chamado "Como se casar com um marquês", o que se tornaria um guia muito perturbador.Agora com a ajuda do novo administrador (que é bonito como o pecado)Elizabeth vai tentar encontrar um marido . O que ela não sabe é que James Siddons é realmente James Sidwell, Marquês de Riverdale e que ele planeja se casar com ela. 
Elizabeth e James finalmente admitem que se desejam e decidem se casar, mas depois que eles estabelecem seus planos, Elizabeth descobre a verdadeira identidade de James e fica irritada, pensando que ele estava zombando dela o tempo todo.

Minha única negativa foi que Elizabeth reagiu exageradamente ao descobrir o segredo de James ,ou seja sua verdadeira identidade. Ela não foi necessariamente infantil, mas agiu e reagiu um pouco fora de proporção para sua personalidade.

Um ótimo bônus adicional foi passar muito tempo com Lady Danbury. Vi muitos deles nos livros da Julia Quinn, mas sempre em cenas curtas  ou outros encontros. Ela é sempre nítida e sempre diz o que está em sua mente ,uma dama de língua afiada e coração de ouro.Foi muito bom passar um  tempo a mais com ela ,depois  de conhecê-la aos poucos ao longo dos livros .Lady Danbury é fantástica! E eu amei seu gato Malcon!

Elizabeth e James são personagens extremamente espirituosos,há muitas brincadeiras e uma amizade crescente que eu sempre gosto em um romance.A presença de Caroline e Blake do primeiro livro (Como agarrar uma Herdeira) acrescenta uma ótima pitada de humor a este livro .

Os livros da Julia Quinn nunca deixam a desejar , Quinn é especialista em criar personagens encantadores , tramas peculiares e divertidas seu senso de humor é incrível e faz o leitor rir alto muitas vezes .

Um ótimo livro com leitura leve e rápida ,muito humor e romance .